Abriu a janela para amenizar o calor preso dentro de casa. Helena, aos vinte anos, observava o ventilador empurrar inutilmente o bafo quente que dominava seu quarto naquela tarde abafada.
Poderia abrir a porta, sim, mas não queria ser incomodada pelos irmãos correndo pela casa em meio à algazarra. Queria pensar na noite que a esperava. Queria encontrar o cara “gato” do curso da universidade, que conhecera por meio de um amigo.
Foi ao banheiro tentando se libertar do calor que o Nordeste insistia em manter mesmo antes do pôr do sol.
Pouco depois, começou a sonhar com as possibilidades que não aconteceram.
