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Primeiros doces sentidos

Posted on 5 de fevereiro de 20236 de junho de 2026 By Desejos Intensos Nenhum comentário em Primeiros doces sentidos

Alguém já te disse que toda brincadeira tem um fundo de verdade? Pois é. Às vezes, novas experiências nascem de coisas que pareciam inocentes, de uma conversa atravessada, de uma provocação, de uma curiosidade que a gente tenta esconder até de si mesma.

Eu estava no fim do ensino médio, naquela fase estranha em que tudo parecia despedida e começo ao mesmo tempo. O grupo de amigas já tinha completado 18 anos, inclusive a última delas, que fez aniversário naquele mês. Parecia que a gente tinha atravessado uma porta invisível. Ainda havia rotina, família, cobranças e aquele clima de fim de ciclo, mas também existia uma vontade nova de descobrir o mundo com o próprio corpo.

Foi nessa época que me aproximei de uma mulher da minha rua. Ela era branca, tinha cabelo curto, era um pouco mais alta que eu e gostava de usar roupas mais masculinas. Tinha um jeito seguro, direto, quase desafiador. Eu percebi desde cedo que ela não se aproximava de mim só por amizade.

E, para ser sincera, eu também não neguei.

Eu era morena, baixinha, e sabia que chamava atenção quando queria. Naquele dia, combinamos de nos encontrar na praça. Fui com uma blusa preta e uma saia vinho. Queria parecer casual, mas tinha escolhido cada peça pensando no olhar dela.

Conversamos por um tempo. O clima estava gostoso, a noite ainda não estava tão tarde, e havia pouca gente por perto. Ela falava olhando para a minha boca, e eu fingia que não percebia. Até que, em determinado momento, ela sorriu e perguntou se eu tinha coragem de beijá-la.

Meu coração acelerou.

Eu podia ter rido, desconversado, dito que era brincadeira. Mas não era. Pelo menos não para mim. Eu queria saber como seria. Queria sentir uma boca feminina na minha, queria descobrir se aquela curiosidade que me acompanhava havia tanto tempo era só pensamento ou desejo de verdade.

Então beijei.

O beijo começou suave, quase cuidadoso. A boca dela era macia, diferente da boca dos homens com quem eu já tinha ficado. Havia uma delicadeza ali, mas também uma firmeza escondida. Ela segurou meu rosto, e eu senti minhas mãos procurarem a cintura dela. Quando percebi, o beijo já estava mais quente, mais molhado, mais cheio de intenção.

Depois de alguns minutos, ela me chamou para ir à casa dela.

Eu sabia o que aquilo significava. Sabia que, se aceitasse, a noite não ficaria só no beijo. Mesmo assim, fui.

A casa estava silenciosa. Entramos, e ela me levou direto para o quarto. Não houve pressa no começo. Ela me beijou outra vez, fechou a porta e passou as mãos pelo meu corpo, como se estivesse me perguntando sem palavras se podia continuar. Eu correspondi, puxando-a para mais perto.

Ela foi tirando minha roupa aos poucos. Cada peça que saía vinha acompanhada de um beijo, uma carícia, um olhar que me deixava mais excitada. Quando fiquei só de lingerie, senti vergonha por alguns segundos. Ela percebeu, chegou perto e beijou meu pescoço.

“Você é linda”, sussurrou.

Aquilo me desmontou.

Logo eu já estava na cama dela, sentindo seu corpo junto ao meu. Ela tirou a própria roupa e me fez sentar por cima dela. Nossas pernas se entrelaçaram, e começamos a nos mover devagar, uma contra a outra. Era estranho e delicioso. A pele dela roçava na minha, a boca dela buscava meus seios, e eu sentia a buceta dela encostar na minha de um jeito que fazia meu corpo inteiro responder.

Eu mordia os lábios, revirava os olhos e tentava entender como algo tão novo podia parecer tão natural. Ela me beijava, chupava meus seios, descia a mão pela minha cintura e me guiava no ritmo. Eu estava molhada, quente, entregue àquela descoberta.

Depois, ela se levantou devagar, beijando minha barriga, minha virilha, minhas coxas. Foi me deitando conforme descia pelo meu corpo. Quando percebi o que ela ia fazer, fiquei nervosa. Mas o olhar dela era calmo, e o meu corpo já queria aquilo antes mesmo de eu aceitar em voz alta.

Ela abriu minhas pernas e começou a chupar minha buceta.

Foi uma sensação diferente de tudo que eu conhecia. A língua dela era paciente, quente, safada. Ela me lambia devagar, depois chupava com mais vontade, brincava com meu clitóris e voltava a me beijar ali como se gostasse do meu gosto. Eu gemia sem conseguir segurar. Tentava fechar as pernas, mas ela segurava minhas coxas e me mantinha aberta.

Aquilo me deixou louca.

Ela enfiava a língua, mexia, chupava, provocava, e eu já não sabia onde colocar as mãos. Agarrei o lençol, depois os cabelos dela, depois voltei a me segurar na cama. Gozei na boca dela uma vez, tremendo inteira. Achei que ela pararia, mas ela continuou. Mais lenta, mais provocante, até me fazer gozar de novo.

Quando ela subiu para me beijar, senti meu próprio gosto na boca dela. Em vez de vergonha, senti mais tesão. Beijei com vontade, puxando seu corpo para cima de mim.

Só então percebi que ela também estava muito excitada. O corpo dela estava quente, a respiração pesada, e seus olhos tinham uma fome bonita de ver. Eu queria retribuir, mas ainda não sabia muito bem como. Tinha medo de fazer errado, de parecer inexperiente demais.

Ela entendeu.

Segurou minha mão, levou até o corpo dela e me guiou. Mostrou onde tocar, como pressionar, como sentir a reação dela. Fui aprendendo com os gemidos, com a forma como ela se mexia, com o jeito que sua respiração falhava quando eu acertava. Aos poucos, minha insegurança virou vontade.

Depois fomos para a banheira.

A água morna envolveu nossos corpos, e ali nos encaixamos outra vez. Nossas pernas se misturaram, nossas bucetas voltaram a se esfregar, e eu senti o prazer crescer de um jeito mais lento, mais molhado, mais íntimo. Ela me beijava sem parar, e eu me movia contra ela, querendo sentir mais, querendo descobrir mais, querendo repetir aquela sensação até perder a conta.

Gozamos de novo ali, entre beijos, água e respiração ofegante.

No fim, tomamos um banho gostoso. Ela me envolveu nos braços, e eu fiquei sentindo o corpo dela junto ao meu, a pele escorregadia, o cheiro do sabonete, o silêncio depois do prazer. Era como se eu tivesse entrado naquela casa de um jeito e saísse de outro.

Depois ela me acompanhou até perto de casa. Antes de se despedir, me deu um beijo demorado, daqueles que deixam promessa no ar. Eu voltei ainda sentindo a boca dela, as mãos dela, a língua dela.

Hoje, eu me entendo como lésbica. Não só por causa dela, porque depois vivi outras experiências e confirmei meus desejos de muitas formas. Mas aquela noite foi diferente.

Foi ali que a brincadeira deixou de ser brincadeira.

Foi ali que senti, pela primeira vez, os doces sentidos de desejar uma mulher.

Ficção Tags:descoberta, explícito, homossexual, intimidade, lésbico, primeira vez, romântico, secreto

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