Presentes de Natal. Mais uma coisa para resolver no shopping naquele dia. Helena saía em busca de algo para os parentes. “Acho que também preciso comprar alguma coisa para mim”. Ficou olhando as vitrines e os vestidos que queria experimentar.
Entrou em uma loja para provar alguns modelos. Achou um vestido perfeito e foi ao provador. “Não acredito”. Sentiu que a cintura tinha alargado e que o vestido apertava. “Esse era o meu número”. Logo lembrou que havia parado a academia fazia uns seis meses para se concentrar nos estudos, e percebeu a consequência.
Triste, entregou o vestido e saiu em busca de um jeito de reiniciar o projeto verão. Por coincidência, havia uma academia no shopping, com pacotes em destaque para a estação. “É o meu presente”. Foi em direção ao estabelecimento.
O horário era mais vazio. Havia algumas pessoas nas esteiras e nos aparelhos. Helena começou a falar com a recepcionista, perguntando quem poderia informar melhor sobre os planos. A mulher lhe entregou um panfleto sem-graça. “Que chata”. Quando já estava saindo, um personal trainer se aproximou e perguntou se ela queria conhecer o espaço.
Ele era alto, moreno, tinha olhos castanhos e não parecia exageradamente forte, mas o sorriso branco e largo a impactou. “Que bonito”. Helena o olhou de cima a baixo e passou a segui-lo.
Tinha ido fazer compras usando um vestido simples, estampado e decotado, perfeito para o calor da rua. Enquanto caminhava, deu uma puxada discreta no tecido para valorizar os seios. Além do vestido, usava sapatilha, afinal nunca ia às compras de salto alto. Agora, porém, queria se sentir um pouco mais alta perto daquele sorriso.
Ele falava dos aparelhos e de cada instalação. “Já fez academia?”. Ela respondeu que sim, enquanto se sentia hipnotizada pela voz dele. “Quer sentar nesse aparelho?”. Helena aceitou e se acomodou. O trainer começou a explicar o conforto do equipamento e pediu que ela movimentasse algumas peças. “Viu a diferença? Somos os únicos com esse novo equipamento”.
Seus olhos foram rápidos o bastante para perceber que ele tentava disfarçar as olhadas para seu busto. “Me mostre os vestiários”, pediu com uma voz doce. Ela percebeu o olhar frenético, somado ao suor frio e ao engolir seco. “Sim, sim”, ele respondeu, já visivelmente embaraçado.
No caminho, Helena ajeitou ainda mais o vestido, no limite, e entrou no corredor. “Este é o masculino, e o outro é o feminino”. Ela se aproximou, colocou a mão sobre o volume íntimo dele e puxou um pouco o pescoço para falar ao seu ouvido. “Onde a gente pode ficar?”. Deslizou a mão pelo membro já levemente excitado e olhou para ele, mordendo de leve os lábios.
“Aqui não”. Ele olhou de um lado para o outro. “Mas tenho um lugar. Espere aqui”. Entrou no vestiário masculino. Helena encostou as costas na parede do corredor, olhando para a porta, enquanto sentia o corpo ferver.
Ele saiu e pediu que ela o seguisse. Caminhou olhando para os lados até uma porta branca no final do corredor. Puxou uma chave e abriu. Helena entrou e viu um escritório com duas cadeiras e uma poltrona atrás da mesa. “Essa é a gerência. O chefe vai demorar a voltar”, ele disse, fechando a porta e trancando-a.
Feito isso, ela afastou as duas cadeiras, apoiou-se na mesa, abriu as pernas, puxou o vestido para cima e levantou os seios com os antebraços. “Sua vez”.
Ele caminhou em sua direção, levou uma das mãos ao pescoço dela e a beijou, enquanto a outra desnudava seus seios, afastando o sutiã e acariciando-a com firmeza. Em resposta, Helena acariciava o membro dele, deixando-o plenamente excitado.
Em uma breve pausa, ela afastou algumas coisas da mesa, tirou a calcinha preta de renda e a usou como elástico para prender o cabelo em um rabo de cavalo. Ele tirou a camisa, pegou uma camisinha do bolso do short, colocou-a ao lado da mesa e se despiu por completo.
Helena se pôs de joelhos e começou a provocá-lo com a boca, enquanto ele segurava seus cabelos e ditava o ritmo. O membro dele seguia sua proporção física, grande o suficiente para exigir calma e cuidado. Depois de algum tempo, ele pediu que ela se sentasse em cima da mesa.
Na sua vez, ele acariciou seus seios, beijou-os e desceu até a virilha, explorando os lábios de sua volúpia. Com uma mão, continuava tocando seus seios; com a outra, estimulava-a com precisão. Quando sentiu o corpo dela começar a vibrar, passou a provocá-la ainda mais com os dedos. Helena já se deitava sobre a mesa e não escondia mais os gemidos.
Depois de tanta provocação, ela estremeceu, apertou os braços dele com as mãos e soltou um gemido baixo. Tinha sentido o prazer chegar naquele instante. Nessa curta pausa, ele vestiu a camisinha e a fez se levantar da mesa.
Com os braços, ele a ergueu e a trouxe para perto, com os seios colados ao peito dele. Fez Helena descer devagar, deixando o peso do corpo conduzir a penetração. Ele a sustentava com um braço enquanto a beijava e acariciava seus seios com a outra mão. Ambos se moviam, sentindo o ritmo crescer entre eles. Depois, ele a levantou novamente e a fez se deitar de frente sobre a mesa.
Nesse momento, ele a penetrou por trás, enquanto uma das mãos puxava de leve seus cabelos. Helena se segurava no lado oposto da mesa, que rangia com o movimento. Alguns tapas leves acompanharam o ritmo, que ficava mais forte e mais rápido.
Quando chegou ao clímax, ele aumentou a força e puxou seus cabelos uma última vez. Estava saciado, e ela também. Beijou-a novamente. “Gostou?”, perguntou. Helena respondeu olhando para ele, enquanto segurava o membro já cansado e quente. “Claro que sim, seu safado”.
De repente, ele se vestiu rápido e tentou arrumar o local, enquanto ela também se recompunha. “Será que posso usar o vestiário?”, ela perguntou. Ele respondeu que sim, mas seu olhar ficou apreensivo ao fitar o relógio.
“Tenho que ir. O chefe deve estar voltando”. Ele descartou o resto da camisinha e a embalagem no fundo do lixo do escritório, olhou ao redor e deu uma última conferida. Depois de trancar a porta por fora, começou a andar pelo corredor e viu o chefe vindo em sua direção. Cumprimentou-o e disse que estava mostrando as instalações. O chefe soltou um sorriso largo ao olhar para a futura cliente. “Que bom. Ele mostrou tudo direitinho, moça?”
Helena respondeu com ar de doçura: “Sim. É de Alta Malhação, digo, de alta qualidade fazer malhação aqui”. Usar o vestiário seria um problema naquele momento, ela percebeu. Então se despediu do personal trainer com um leve beijo no rosto. “Eu volto aqui depois”, disse, acompanhando a frase com uma piscada.
No final do shopping, percebeu que ainda estava de rabo de cavalo, preso pela própria calcinha. “Quando chegar em casa, eu penso em como compro os presentes”, pensou, exausta. “Quem sabe umas sessões assim e eu entro no vestido?”
