Não tem como negar: eu sempre tive essa cara de santinha que engana muita gente. Não todos, claro. Quem me conhece de verdade sabe que, quando meu fogo acende, eu não sou nada inocente.
Naquela tarde, eu estava passando uns dias na casa da minha avó. Eu já tinha 22 anos, mas ela continuava com aquela mania de me tratar como se eu ainda fosse a netinha comportada de sempre. Antes de sair, avisou que iria demorar e pediu para eu não inventar moda enquanto ela estivesse fora.
Pois foi justamente o que eu fiz.
Assim que ela saiu, fiquei andando pela casa, tentando me convencer de que ia ser uma tarde comum. Mas eu estava sozinha, com tempo, sem ninguém por perto e com a cabeça cheia de desejo. Não resisti. Peguei o celular e mandei mensagem para um ficante com quem eu já tinha uma química perigosa.
Ele tinha 26 anos, era um pouco alto, com uns 1,75 m, corpo gostoso e uma pegada que eu conhecia bem. Não demorou para responder. Disse que podia aparecer, mas levou mais tempo do que eu queria. Fiquei andando de um lado para o outro, ansiosa, imaginando se daria tempo de fazer tudo antes da minha avó voltar.
Quando ele chegou, nem tentei disfarçar. Abri a porta, puxei ele para dentro e fomos direto para o meu quarto. Sentei no colo dele, sentindo o volume crescer por baixo da bermuda, e comecei a beijá-lo.
O beijo começou mais lento, quase comportado. Só que eu não estava com vontade de comportamento nenhum. Passei as mãos pelo corpo dele, mordi sua boca de leve e senti a pegada mudar. Em poucos minutos, ele já me segurava com força, levantando comigo no colo e me jogando na cama.
Ele ficou por cima de mim, beijando meu pescoço, apertando minha cintura e descendo a boca pelo meu corpo. Tirou minha roupa com pressa, como quem estava segurando vontade havia tempo demais. Quando sua boca chegou entre minhas pernas, eu já estava molhada.
Ele chupava minha buceta como se estivesse com fome. Subia e descia a língua, provocava a entrada, voltava para o clitóris e me fazia gemer o nome dele sem nem perceber. Eu tentava controlar o volume, mas era difícil. A casa parecia grande demais e, ao mesmo tempo, perigosa demais para aquele tipo de barulho.
Ele colocou um dedo em mim, depois outro, mexendo no ritmo certo. Meu corpo começou a responder sem vergonha. Eu abria mais as pernas, puxava o cabelo dele e pedia mais com o corpo antes mesmo de falar.
O tesão foi tomando conta. Ele tirou a bermuda, e eu vi o pau duro, apontado para mim. Ele veio devagar, esfregando a cabeça na minha buceta, me provocando até eu perder a paciência.
“Para de brincar e mete logo”, falei, já sem fingir delicadeza.
Ele sorriu, safado, e entrou aos poucos. Primeiro só a cabeça, depois mais fundo, até me preencher inteira. Soltei um gemido mais alto do que devia. Ele tapou minha boca com um beijo e começou a meter devagar, sentindo meu corpo se abrir para ele.
Conforme o ritmo aumentava, eu me agarrava nele com mais força. A cada estocada, meu juízo ficava mais longe. A cama rangia, minha respiração falhava, e eu só pensava em sentir aquele pau me fodendo mais fundo.
A loucura foi crescendo, e o quarto ficou pequeno. Fomos para outros cantos da casa, rindo baixo, nos provocando, sempre com medo de algum vizinho perceber movimento demais. A adrenalina só deixava tudo mais gostoso. Ele me pegava contra a parede, depois me puxava de volta para a cama, e eu ia junto, sem querer parar.
Quando ele começou a ofegar mais forte e me apertar, percebi que estava perto de gozar. Empurrei o corpo dele com cuidado, virei e desci com a boca no pau dele. Eu queria sentir ele se perder na minha boca.
Chupei com vontade, deixando o pau bem molhado, alternando língua e mão. Ele gemia baixo, segurando minha cabeça, tentando não fazer barulho. Quando gozou, eu continuei até arrancar dele aquele suspiro pesado de homem satisfeito.
Depois fomos tomar um banho rápido, tentando parecer normais, como se a casa não estivesse tomada pelo nosso cheiro e pela nossa bagunça.
Por um tempo, ficamos no quintal conversando. Eu estava sentada sobre a mesa, ainda de pernas meio bambas. Ele se aproximou, passou a mão pela minha coxa e começou a me provocar de novo. Bastou aquele toque para meu corpo lembrar de tudo. Eu também queria mais.
Voltamos para o quarto, e o fogo acendeu outra vez.
Só que, dessa vez, quase fomos pegos. Minha avó chegou antes do esperado. Ouvimos o barulho da chave, e meu coração disparou. Ele vestiu a bermuda correndo, eu coloquei a blusa de volta e tentei ajeitar o cabelo de qualquer jeito.
Pedi para ele sair pela área e me esperar na laje. Enquanto isso, fui enrolar minha avó. Ela fez algumas perguntas, desconfiada, mas não insistiu. Assim que consegui despistar, subi para terminar o que a gente tinha começado.
Eu não ia deixar aquela tarde acabar pela metade.
Quando cheguei à laje, ele estava encostado no muro, me esperando com aquela cara de quem sabia que eu voltaria. Fui direto nele. Ajoelhei, abri a bermuda e voltei a chupar. O pau dele já estava duro de novo, e eu deixei tudo bem babado, do jeito que ele gostava.
Depois me apoiei na parede para ele me foder por trás. Ele entrou com força, e eu quase gemi alto demais. Foi quando vimos minha avó subindo para estender roupas no varal.
O susto foi absurdo.
Ele se sentou rápido, puxou a camisa para cobrir o colo e me colocou por cima, como se estivéssemos apenas conversando escondidos. Mas por baixo daquela camisa, o pau dele ainda estava dentro de mim. Ele segurou minha cintura e tapou minha boca com a mão, de leve, só para me lembrar de ficar quieta.
Minha avó não percebeu. Ou fingiu que não percebeu.
Quando ela desceu, eu quase ri de nervoso. Ele também. Só que o tesão voltou ainda mais forte. A ideia de quase sermos flagrados deixou tudo mais sujo, mais proibido, mais gostoso.
A tarde virou uma sequência de provocações. A gente parava, fingia que ia sossegar, mas bastava um olhar, uma mão passando onde não devia, e pronto. Voltávamos a nos pegar com mais vontade. Era como se cada pausa só aumentasse a necessidade de sentir nossos corpos colados de novo.
Esperei minha avó ir tomar banho para fazer ele sair sem ser visto. O plano quase deu certo. Quase. A vizinha viu que havia um homem comigo na casa. Depois precisei pedir ao meu melhor amigo da rua para me acobertar, dizendo que ele tinha ido ajeitar a geladeira naquele dia.
Eu sei. Vocês já perceberam que eu não sou muito boa em guardar meus desejos.
Tenho certeza de que, se me vissem por aí, diriam que sou só mais uma mulher com cara de boa moça, dessas que sorriem bonito e parecem certinhas demais. Mas não se enganem. Por trás dessa cara comportada, existe uma safada que adora emoção.
E, quando o fogo acende, eu quero prazer, perigo e vontade.
Se tiver adrenalina no meio, melhor ainda.
