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Desejos Intensos

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Aroma dos Sentidos

Posted on 3 de fevereiro de 20236 de junho de 2026 By Desejos Intensos Nenhum comentário em Aroma dos Sentidos

Caminhando pelo centro, Helena procurava um novo par de saltos para combinar com o vestido que havia comprado para o Natal. Parava diante de cada loja de sapatos, fitando as vitrines em busca do modelo ideal.

Foi então que avistou um par que combinava com a cinta preta de detalhe prateado e com a bolsa que pretendia usar. Entrou na loja e procurou por uma vendedora, mas todas estavam ocupadas. Pouco depois, aproximou-se um vendedor alto, moreno claro, com um sorriso simpático no rosto, perguntando se poderia ajudar.

Helena indicou o modelo que tinha visto e informou seu número. Com gentileza, ele apontou um lugar para ela se sentar e saiu em busca dos pares para a prova. Naquele instante, ela sentiu um aroma suave, diferente, marcante. Olhou ao redor, tentando descobrir de onde vinha aquele cheiro, mas não encontrou ninguém por perto.

Quando voltou, o vendedor trouxe cinco caixas: o par escolhido e outros modelos parecidos.

“Você vai para uma festa noturna? Tenho estes modelos com alguns brilhantes que talvez combinem mais com o que você procura”, disse ele.

Só então Helena viu o nome no uniforme: Carlos.

“Você sabe que não é só o conforto do bico ou do salto que importa. A palmilha e o encaixe do calcanhar fazem muita diferença.”

A voz suave, o sorriso entre uma fala e outra e a maneira como ele se movia começaram a chamar a atenção dela. Os olhos negros e profundos dele acompanhavam cada escolha. Os cabelos bem arrumados combinavam com o formato do rosto e davam ainda mais charme ao sorriso.

Em certo momento, Helena teve dificuldade com um fecho. Carlos se aproximou para ajudar e, então, ela percebeu: o aroma que sentira vinha dele.

A descoberta despertou sua curiosidade. Enquanto ele ajustava o sapato em seu pé, ela perguntou:

“Tem planos para o final de ano?”

“Eu?”, ele respondeu, soltando um sorriso charmoso. “Não. Por enquanto, não.”

Ao dizer isso, ajudou-a a tirar um dos modelos. Helena sentiu o toque delicado dos dedos dele indo da base do calcanhar até a planta do pé. Não fez cócegas. Foi algo diferente. Um toque cuidadoso, firme na medida certa, que despertou uma sensação que ela não soube explicar.

“Você tem pés bem cuidados”, disse Carlos, um pouco sem jeito. “Acho melhor escolher este modelo. É confortável e está dentro do que você queria.”

Ele tinha razão. Era o melhor. Um pouco caro, mas perfeito.

Helena pediu o modelo aconselhado. Carlos saiu para embalar enquanto ela ia ao caixa. No final, ele entregou a sacola. Tomada por um impulso, ela o abraçou. Sentiu de novo aquele aroma e algo mais. O uniforme escondia bem os músculos que ela percebeu sob o tecido.

“Me passa seu contato, se estiver livre no final de ano”, ela disse, tomando a iniciativa.

“Claro.”

Carlos puxou um cartão da carteira e entregou a ela. Helena achou diferente. No cartão estava escrito “Clínica de Massoterapia”, seguido de alguns números.

“Esse era meu antigo negócio. Com a crise, tive que fechar, mas o celular ainda é meu. Pode mandar mensagem pelo WhatsApp que eu vejo.”

Ela se despediu com um beijo no rosto e voltou para casa.

Mais tarde, já de noite, sem conseguir dormir, Helena pegou o cartão de Carlos, adicionou o número e enviou uma mensagem:

“Oiiii, sou a garota dos sapatos brilhantes. Gostei do seu perfume.”

Pouco depois, ele respondeu:

“Sim, bonita foto de perfil, rsrs. Ele é muito bom.”

“Ainda com tempo livre?”, ela perguntou.

“Sim. Estou querendo ir a um pub que abriu amanhã, mas estou sem companhia. Topa?”

Helena ficou alguns segundos olhando para a tela. Depois escreveu:

“Você vai que horas?”

“Pode ser às 19h. Está bom para você? Me manda onde te pego. Vamos de Uber ou táxi para poder curtir, rsrs.”

Ela pensou por um instante, mas acabou cedendo.

“Ok. Combinado, então.”

No fundo, ela queria sentir aquele aroma de novo. E queria sentir aquele corpo outra vez, agora sem a barreira do balcão da loja.

Na hora marcada, Helena estava toda produzida. Vestiu a roupa que usaria na festa, aproveitando a ocasião perfeita para estrear os saltos que havia comprado. Logo viu a mensagem avisando que o Uber estava na frente de casa. Saiu, abriu a porta do carro e ouviu o motorista perguntar:

“Senhorita Helena? O Carlos mandou buscar.”

Ela entrou e, pouco tempo depois, estava diante do pub.

Carlos a esperava do lado de fora. Usava camisa e calça pretas, com um cinto de fivela prateada discreta. Estava elegante de um jeito simples, sem esforço.

“Você está linda”, disse ele, abrindo um sorriso mais solto que o da loja.

Ele beijou seu rosto e completou:

“Vamos entrar. Reservei um lugar.”

O pub tinha um ambiente de jazz e blues. Helena não conhecia muito aquele estilo, mas os discos, as fotos na parede e a iluminação baixa criavam um clima envolvente.

“Esse lugar foi decorado para lembrar os bares famosos de Nova Orleans, a terra do blues e do jazz americano”, explicou Carlos.

Eles caminharam até uma parte mais reservada, com um sofá acolchoado, uma mesa estilosa e detalhes decorativos com vitrolas e discos. A música tocava em volume agradável, bem diferente dos bares cheios de sertanejo alto. O clima era outro. Mais íntimo. Mais lento. Mais propício para perceber detalhes.

Carlos ajudou Helena a escolher o pedido e explicou um pouco da culinária típica. Enquanto a comida não chegava, conversaram. Ele contou que tinha 28 anos.

“Não acredito”, ela respondeu.

Carlos sorriu, um pouco envergonhado, e aquele sorriso pareceu ainda mais doce aos olhos dela. Contou que estava se divorciando depois de sete anos de casamento e que tinha uma filha de seis anos, que estava com a mãe. Disse também que havia aberto a clínica quatro anos antes, depois de terminar o curso de fisioterapia, mas a crise no casamento e na economia o obrigara a fechar o estabelecimento. Sem encontrar vaga na área, acabou trabalhando em lojas.

Enquanto ele falava, Helena se deixava levar pela voz cativante, pelo ambiente quase fantasioso e pela música suave. Por mais que não fosse seu estilo favorito, tudo parecia combinar com aquele aroma que ela já associava a ele.

Quando ela começou a se aproximar mais, a comida chegou.

Helena gostou dos temperos diferentes. Carlos parecia realmente satisfeito por conhecer o lugar e provar algo novo. Depois, pediu uma bebida. Ela não gostava muito, mas ele queria experimentar. Enquanto o drinque dele era preparado, Helena se aproximou outra vez. Carlos percebeu e a beijou.

Foi um beijo quente, demorado, daqueles que parecem abrir uma porta. As mãos dele acompanhavam o movimento como se conhecessem o corpo dela antes mesmo de tocá-lo de verdade. Helena sentiu um arrepio subir pela pele.

Depois de alguns drinques, Carlos chamou um Uber e a levou para casa. No carro, já estavam aos amassos. O desejo crescia entre beijos, toques e risos abafados.

Ao fecharem a porta do apartamento, recomeçaram sem pressa. Ainda perto da sala, Carlos ajudou Helena a desfazer o vestido enquanto ela ficava de costas para ele. Suas mãos deslizavam pelas curvas do corpo dela enquanto sua boca beijava a nuca e o pescoço. Helena fechou os olhos, sentindo aquele aroma envolver tudo.

Depois, virou-se e tirou a camisa dele. Pôde ver o corpo definido, forte, no auge da idade. Beijou-o enquanto desfivelava o cinto e abaixava sua calça, ansiosa para sentir o volume que já se destacava.

Quando estavam nus, Carlos a conduziu até o quarto. Pediu que ela se deitasse de costas na cama. Ao lado havia um armário com vários frascos. Ele pegou um deles, despejou um pouco do óleo nas mãos e espalhou nas costas dela. O cheiro era suave, e o líquido escorria pela pele antes de ser distribuído pelas mãos grandes e firmes dele.

Helena soltou o ar devagar. As mãos de Carlos sabiam onde pressionar, onde aliviar, onde provocar. Aquilo não era só massagem. Era uma forma lenta de sedução.

Depois, ele pediu que ela se virasse. Derramou óleo sobre os seios e começou a massageá-los com cuidado, alternando movimentos suaves e firmes. Helena sentiu o prazer crescer. Carlos pegou suas pernas e, da ponta dos dedos até a virilha, foi passando as mãos, conhecendo cada parte do corpo dela.

Quando ele terminou, Helena o puxou para perto. Massageou seu membro e o chupou de leve. Carlos tocou seus cabelos e conduziu o ritmo com calma, deixando que ela sentisse a reação dele.

Em certo momento, ele abriu a gaveta do criado-mudo e tirou algumas faixas pretas.

Helena olhou para ele. Carlos se aproximou e perguntou, em voz baixa:

“Confia em mim?”

Ela respirou fundo, excitada pelo tom e pela promessa do que viria.

“Confio.”

Ele vendou seus olhos com uma das faixas. Em seguida, acariciou seus braços e beijou seus seios. Helena abriu as pernas, esperando recebê-lo, mas sentiu a mão dele em seu pescoço, sem apertar, apenas firme o bastante para fazê-la prestar atenção.

“Ainda não”, ele sussurrou.

Carlos pegou outras faixas e amarrou as mãos dela na cabeceira da cama. Helena testou o limite das amarras, sentindo o corpo reagir àquela sensação de entrega. Estava presa porque queria estar. E isso a excitava ainda mais.

Ele desceu até sua virilha, beijou a pele sensível, lambeu os lábios molhados e começou a chupá-la. Abriu-a com os dedos e passou a língua pelo clitóris, fazendo Helena gemer. Como ela não podia ver, cada toque parecia maior, mais intenso, mais imprevisível.

Depois, Carlos pegou mais duas faixas e amarrou suas pernas às extremidades da cama. Voltou aos seios, beijou sua boca e, ao mesmo tempo, começou a passar os dedos pelas dobras já molhadas. Introduziu-os devagar, depois aumentou o ritmo. O som do corpo dela denunciava o quanto estava excitada.

Helena começou a se mover contra as amarras, não por querer sair, mas porque o prazer fazia seu corpo perder o controle. Carlos a beijou, deixando que ela sentisse sua língua, sua boca e sua respiração. Sem enxergar, ela tentava adivinhar onde seria o próximo toque. Aquilo a deixava ainda mais entregue.

Ele fez uma pausa, voltou aos seios e depois desceu de novo. Com uma das mãos, abriu seus lábios; com a outra, massageou e penetrou com os dedos em um ritmo mais rápido que antes. Helena gemia sem conseguir segurar. O corpo começou a estremecer, e, em uma simples desacelerada, um jato saiu dela, molhando tudo ao redor.

Carlos soltou suas pernas e depois suas mãos. Helena respirava com dificuldade, sorrindo entre uma retomada de fôlego e outra. Quando tirou a venda, encontrou o olhar dele sobre ela.

Carlos a fez sentar por cima dele. Helena segurou seu membro, posicionou-o e o recebeu dentro de si. Começou a se mover devagar, jogando os cabelos já levemente suados para trás. Ele tocava seus seios, massageando os mamilos enquanto ela subia e descia.

Ela se aproximou, beijou-o e roçou os seios grandes no peitoral duro dele. O óleo fazia seu corpo deslizar pelo abdômen sarado de Carlos, realçando os músculos sob a luz baixa do quarto. Helena se movia com mais vontade, lambendo e beijando o peitoral dele, enquanto Carlos segurava seu rosto com as duas mãos e a fitava.

Depois, ela parou, virou-se e ficou de costas para ele. Carlos passou a chupá-la enquanto ela o chupava também. O quarto se encheu de respiração pesada, gemidos e movimentos úmidos.

Em dado momento, Carlos parou e perguntou:

“Você toma pílula?”

“Sim, eu tomo”, ela respondeu, com um leve sorriso.

Ele então a fez virar de costas e entrou nela outra vez, começando com movimentos leves, mas logo acelerando. Helena estava mais do que excitada.

“Pode ser mais forte”, ela pediu.

Carlos revelou então sua força e seu ritmo. Ela gemia, sentindo que gozaria novamente. Ele já não se apoiava apenas nos ombros dela; uma das mãos segurava sua nuca, guiando o corpo dela enquanto metia com mais intensidade. O tesão era grande demais. Carlos também começou a soltar a voz, perdendo um pouco do controle calmo que tinha mantido até então.

Helena não aguentou. Quando ele saiu, ela molhou ainda mais o lençol. Carlos a virou de frente para ele e começou a se masturbar.

“Agora vai”, disse, com a expressão tomada pelo prazer.

Ele fechou os olhos e gozou nos seios dela.

Helena passou as mãos pelos próprios seios, espalhando o gozo dele sobre a pele. Carlos se deitou, e ela ainda desceu para chupá-lo um pouco mais, sentindo os seios tocarem as pernas fortes dele. Depois subiu, beijou sua boca e ficou ao seu lado.

“Faz tempo que não tenho algo assim”, ele falou.

“Eu não sei por que ela escolheu outro cara”, Helena disse, olhando nos olhos dele.

“Eu juro que também não sei”, respondeu Carlos, soltando um sorriso largo antes de beijá-la.

Ficaram um tempo em silêncio, ouvindo a respiração dos dois voltar ao normal. Helena estava abraçada a ele de lado. Carlos passava a mão por suas costas, enquanto ela mantinha um braço sobre parte do abdômen dele. Com a outra mão, ele arrumava os cabelos dela.

“Obrigado”, ele sussurrou.

Depois se levantou.

“O banheiro fica ali. Tem algumas roupas minhas que você pode usar.”

Helena se levantou e caminhou até a porta do banheiro. Carlos acompanhou cada passo, admirando suas curvas.

Ela percebeu e sorriu.

“Eu sei que você quer mais, mas preciso me restaurar um pouco.”

Piscou para ele e entrou no banheiro.

Após uma ducha, Helena usou a toalha que já estava separada sobre o vaso.

“Ele pensou em tudo”, ela pensou.

Quando saiu, viu que a roupa de cama tinha sido trocada. Suas roupas estavam organizadas, e uma camisa de Carlos havia sido deixada sobre a cama.

“Vem tomar uma água”, ele chamou da cozinha.

Helena foi até lá.

“Que amorzinho”, disse, ao vê-lo entregar um copo para ela.

Carlos sorriu e foi ao banheiro. Helena vestiu a camisa dele e voltou para a cama. Só naquele momento percebeu o ar-condicionado ligado. Sentiu o corpo pesar, cobriu-se e dormiu.

O dia amanheceu sem que ela percebesse. Quando abriu os olhos, Carlos já não estava ao seu lado. Mas ainda sentia aquele aroma no ar.

Sim. O aroma dele era de café.

Ficção, Primeiros Contos Tags:encontro, fantasia, heterossexual, massagem, primeira noite, romântico, sedução, sensual

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