Indo novamente às compras, Helena decidiu procurar blusas para a academia. Entrou em uma lojinha pequena, com uma placa de promoção na entrada. Assim que passou pela porta, uma senhora simpática a recebeu e começou a indicar as peças disponíveis.
Helena ficou fascinada com os preços e com a variedade. Nesse momento, um rapaz que estava no caixa se aproximou. A senhora olhou para ele e disse: “Moça, pode escolher à vontade. Esse é meu neto, Fernando”. Depois se virou para o rapaz. “Pegue a chave do provador e ajude a moça enquanto resolvo aquele problema”.
Quando Fernando se afastou, a senhora explicou: “Eu sou a dona daqui e estou sem funcionários. A última funcionária que contratei eu peguei roubando o caixa”. Helena respondeu com educação: “Realmente, está difícil encontrar gente de confiança”. A dona continuou: “Vou precisar sair para resolver uma documentação. O Fernando pode ficar aqui com você. Tem problema se eu fechar a loja enquanto você escolhe?”
Helena ficou em dúvida. Já estava com quatro peças de que havia gostado muito e não queria deixar para depois. “Imagina. Ele passa as compras também?” A senhora respondeu: “Sim, sim. Fernando é muito confiável. Estuda contabilidade de manhã, me ajuda aqui à tarde e ainda faz curso de inglês e alemão à noite. No fim de semana, fica no computador jogando ou vendo aqueles desenhos japoneses. Coitado, quase não sai”.
Mal terminou de falar, Fernando voltou com a chave do provador. Era um rapaz de pele clara, um pouco queimado de sol, cabelos pretos, óculos de armação escura, magro e de altura mediana. Não devia ter mais de 1,75m. A senhora disse: “Fernando, vou sair para resolver a documentação. Feche a loja, mas deixe a moça provar e terminar de escolher”. Os olhos castanho-escuros dele se arregalaram um pouco. Ele olhou para Helena, tentou disfarçar a olhada de cima a baixo e engoliu seco.
“Bem, meu amor”, disse a dona para Helena, “qualquer coisa, pode pedir ajuda ao Fernando”. Ela saiu, e o rapaz foi fechar a porta, mudando a placa para fechado. Quando voltou, Helena se colocou à frente dele. “Onde fica o provador?” Ele respondeu, meio trêmulo: “Por aqui”. Foi andando até o canto da loja, e Helena o seguiu observando seu jeito tímido. Ele se vestia bem, provavelmente por influência da avó. Ela achou aquele ar nerd curioso, quase fofo, e decidiu provocá-lo.
“Vou precisar da sua ajuda para escolher, ok?” Fernando engoliu seco e apenas balançou a cabeça. “Segure essas roupas aqui para mim.” Ela foi colocando as peças nos braços dele. “Agora pegue uma cadeira e fique por perto. Quero que me diga qual ficou melhor.”
Helena entrou no provador com uma calça e uma blusa. Tirou o vestido que estava usando e experimentou o primeiro conjunto. O sutiã que vestia não combinava com o look, então ela o retirou.
“Pronto”, disse, abrindo o provador. “O que me diz?” Ela vestia uma calça de treino preta com uma camisa cinza estampada e folgada. Fernando respondeu baixo demais. Helena fez uma expressão séria. “Fale mais alto.” Constrangido, ele disse: “Ficou bonita”. Ela sorriu. “Hummm, já sei.” Pegou o celular na bolsa e entregou a ele. “Tire umas fotos para mim.”
Fernando começou a fotografá-la conforme ela pedia. Helena mudava de posição, ajeitava a roupa e observava as reações dele. Logo percebeu que ele havia notado que ela estava sem sutiã. O rapaz tentava disfarçar, mas seus olhos sempre escapavam.
Depois, Helena tirou a calça e apareceu apenas com uma camisa verde, um pouco longa, com estampa preta. “E essa?” Quando Fernando a viu, engoliu seco e olhou para os lados. “Ei, olhe para mim. Me ajude a escolher.” Ele respondeu, gaguejando: “Ficou muito bom em você”.
“Agora tire algumas poses.” Helena abriu mais a porta do provador, sentou-se em uma pequena cadeira e fez uma pose de lado, com os lábios em bico. Fernando estava nervoso e suava frio. As primeiras fotos saíram tremidas, então ela mudou de posição, levantou os braços e olhou para baixo, ainda na ponta da cadeira. Ele tirou mais algumas.
Depois, ela ficou de frente. “Enquadre bem”, pediu. Fernando ajustou o celular e, pela tela, viu Helena abrir as pernas de leve, mostrando a calcinha preta enquanto levantava a blusa até a boca e revelava um dos seios.
Ele baixou o celular, atordoado. “Tirou?” perguntou ela. Fernando não sabia o que dizer. Helena suavizou o tom. “Se você não quiser, eu paro. Mas, se quiser, tire direito.” Ele respirou fundo, ajustou o celular de novo e confirmou com um gesto. Helena repetiu a pose até ele fotografar.
“Quero ver.” Ela se aproximou, pegou o celular das mãos dele e observou a foto. Ao ver o resultado, abriu um sorriso. “Ficou bom. Agora deixa eu ver outra coisa.” Helena levou a mão até a calça de Fernando e sentiu que ele estava excitado. Ele deu um passo para trás e acabou encostando na parede.
“O que foi? Está com medo?” Ela observou os olhos inquietos dele e o beijou. Logo percebeu a falta de jeito. “Você é virgem?” Fernando balançou a cabeça, envergonhado. Helena sorriu com menos provocação e mais calma. “Então relaxa. Eu te guio, se você quiser.”
Ele assentiu. Helena o beijou novamente, conduzindo seus movimentos com paciência. O beijo ainda era inseguro, mas ela percebeu que ele tentava acompanhar. Então pediu que ele beijasse seu pescoço e descesse até seus seios. Para sua surpresa, Fernando tinha mais habilidade do que parecia. A forma como usava a língua em seus mamilos fez Helena sentir o corpo responder.
“Deixa eu te guiar”, ela sussurrou. Tirou a calcinha e levou a mão dele até sua intimidade. “Assim. Está sentindo?” Ela orientava os movimentos com a própria mão. “Aqui. Mais devagar. Agora um pouco mais rápido.” Conforme ele obedecia, Helena se excitava e soltava pequenos gemidos. Por um tempo, deixou que ele explorasse aquele contato, até perceber que ele não avançaria muito sozinho.
“Agora é minha vez.” Ela o levou para dentro do provador, fechou a cortina, abaixou a calça dele e começou a provocá-lo com a boca.
Helena ficou surpresa com o tamanho do membro dele. “Que desperdício esse tempo todo sem uso”, pensou, enquanto via o rosto de Fernando se transformar em prazer. “Pegue no meu cabelo. Pode conduzir um pouco o ritmo.” Ele obedeceu, ainda com cuidado, mas foi o suficiente para começar.
Fernando não demorou muito a perder o controle. Sem muita experiência, chegou ao clímax rápido, ofegante e quase sem reação. Helena se levantou devagar, ainda percebendo a respiração acelerada dele. “Você precisa avisar quando estiver perto”, disse, acariciando-o com um sorriso. “Mas, com prática, melhora. Gostei de você.”
“Acho que está na hora de pagar”, continuou. “Junte tudo o que fotografei. Vou levar as peças. Onde fica o banheiro?” Fernando apontou para o corredor. “Primeira porta à direita.” Helena vestiu novamente o vestido e foi até lá. Lavou a boca, encontrou um enxaguante bucal e o usou antes de voltar.
Quando retornou, Fernando já havia empacotado tudo e separado o valor. Nesse instante, a avó dele bateu no vidro. O rapaz ficou paralisado por um segundo, depois pegou a chave e correu para abrir.
“Olá, ainda aqui?” perguntou a senhora. “Já estava indo pagar”, respondeu Helena. “Gostou das peças?” Helena sorriu. “Sim, são lindas. Gostei muito daqui.” Então olhou para Fernando. “Quem sabe eu volte mais vezes para provar outras.”
A senhora riu, sem perceber completamente a malícia. “Será sempre bem-vinda, não é, Fernando?” Ele apenas balançou a cabeça. “Ele é meio calado”, completou a dona. “Tratou você bem?” Helena respondeu: “Sim, super bem. Seu neto é um fofo. Quem sabe um dia ele fique um pouco mais solto.” A senhora tocou de leve no braço dela e respondeu com um sorriso: “Tomara”.
Helena passou o cartão, pagou e pegou as sacolas. Antes de sair, deixou anotado no recibo o número do celular e um pequeno recado para Fernando: “Ei, docinho, gostei de provar você. Me avise quando o provador estiver livre”.
