Existem experiências que expandem a forma como enxergamos nossos corpos e também o modo como vemos as pessoas ao redor. Eu estava no fim do ensino médio, naquela fase em que tudo parecia descoberta, despedida e começo de vida adulta ao mesmo tempo. Nosso grupo inteiro já tinha completado 18 anos havia pouco tempo, inclusive a última das minhas amigas, que fez aniversário naquele mês. Era como se, depois disso, todas nós estivéssemos atravessando uma porta invisível.
Eu fazia parte de um grupo de amigas que se conhecia da escola, mas o que aconteceu não tinha nada a ver com sala de aula, uniforme ou obrigação. Era fora dali, em encontros entre amigas adultas, conversas atravessadas por curiosidade e aquela vontade de experimentar o que antes parecia só pensamento escondido.
Foi nesse clima que me aproximei de Júlia. Ela era lésbica assumida, segura de si e tinha um jeito direto que me deixava intrigada. Um dia, tomei coragem e perguntei se ela namorava. Júlia riu e respondeu, sem a menor vergonha, que gostava mesmo era de chupar buceta. Aquilo me pegou de jeito. Fiquei sem reação, mas minha curiosidade ficou ainda maior.
Depois disso, comecei a fazer mais perguntas. Queria saber como era, como começava, se era estranho na primeira vez. Júlia percebeu meu interesse e perguntou se eu queria conhecer alguém. Respondi que sim, mesmo sentindo um frio na barriga. Não queria parecer desesperada, mas a verdade é que aquela possibilidade mexeu comigo.
Alguns dias depois, Júlia me convidou para ir à casa dela. Aceitei na hora. Cheguei com certa expectativa, tentando parecer tranquila. Quando entrei, vi que ela tinha chamado duas amigas, que eram namoradas. As duas eram loiras, de cabelos longos, cheirosas e muito bonitas. Fiquei tímida no começo, mas, aos poucos, fui me soltando.
Começamos a conversar. Em determinado momento, perguntei, meio sem jeito, se elas me achavam atraente. As duas olharam para mim e uma respondeu:
“Quem não ficaria com você?”
Elas sorriram, e eu senti meu rosto esquentar. Não sabia o que dizer. Era tudo novo para mim, mas eu gostava daquela sensação de ser olhada por mulheres. Não era igual ao olhar dos homens. Parecia mais lento, mais atento, como se cada detalhe do meu corpo estivesse sendo percebido de outra forma.
Depois de um tempo, combinamos de sair para algum lugar. Eu disse que estava sem roupa para sair, e uma das loiras, Clarisse, a que mais tinha conversado comigo, se aproximou e falou que me emprestaria alguma coisa.
“Vamos lá para casa. De lá a gente sai.”
Eu concordei. A outra loira ficou com Júlia, e eu fui para a casa de Clarisse, ainda tentando entender se aquilo estava mesmo acontecendo.
Ao chegar, ela começou a separar algumas roupas para mim. Pegou um vestidinho preto e uma lingerie pequena de renda, com uma calcinha aberta atrás e um sutiã transparente. Pedi para ir ao banheiro me trocar, mas Clarisse sorriu e respondeu:
“Pode se trocar aqui comigo.”
Fiquei parada por alguns segundos. Depois falei que tudo bem. Comecei a me despir na frente dela, sentindo seus olhos acompanharem cada movimento. Clarisse estava sentada na cama, olhando sem disfarçar. Aquilo me deixava tímida e excitada ao mesmo tempo.
“Você só vai olhar para mim?”, perguntei, tentando brincar para esconder o nervosismo.
Ela respondeu:
“Estou olhando para o seu corpo. Ele é bonito demais para não ser desejado.”
Aquela frase me desmontou. Eu já estava de lingerie quando ela se levantou e veio na minha direção. Deitei na cama quase sem pensar, tomada pela sedução daquele momento, e perguntei:
“Como a gente começa?”
Clarisse sorriu, cheia de malícia.
“Pode começar me beijando.”
Ela veio para cima de mim, e nos beijamos. No começo, foi suave. Depois, o beijo ficou mais quente, mais molhado, mais cheio de vontade. A boca dela era macia, delicada e firme ao mesmo tempo. Eu fiquei por cima, sem parar de beijá-la, sentindo o perfume dela grudado na minha pele.
Eu estava completamente a fim. Me entreguei naquele momento sem pensar no resto.
Clarisse começou a tirar minha roupa, abriu o sutiã e levou a boca aos meus seios. Quando senti a língua dela nos meus mamilos, soltei um gemido baixo. Ela percebeu e sorriu contra a minha pele, como se tivesse acabado de descobrir um segredo.
Depois me deitou de frente na cama e ficou por cima. Beijou minha barriga, desceu devagar, passando a língua pelo meu corpo até chegar entre minhas pernas. Eu estava nervosa, mas também molhada de desejo. Ela abriu minhas coxas com cuidado e começou a chupar minha buceta.
Foi diferente de tudo que eu já tinha sentido.
Clarisse sabia usar a boca de um jeito que nenhum homem tinha feito comigo. A língua dela era paciente, curiosa, safada. Passava pelo meu clitóris, descia, voltava, me provocava e depois chupava com mais vontade. Eu gemia alto, sem conseguir controlar. Tentava fechar as pernas, mas ela segurava minhas coxas e me mantinha aberta para ela.
Ela perguntava se estava bom, e eu respondia sem pensar:
“Tá uma delícia. Não para.”
Aquilo só fazia Clarisse se dedicar mais. Ela chupava como se estivesse gostando tanto quanto eu. E talvez estivesse. Eu sentia a respiração dela quente, os dedos apertando minha pele, a boca me levando para um prazer que parecia novo no meu corpo.
Quando senti que ia gozar, agarrei os lençóis e puxei o ar com força. Clarisse não parou. Continuou no mesmo ritmo, me chupando até meu corpo estremecer. Gozei com as pernas tremendo, a boca aberta e uma sensação de descoberta que eu nunca esqueceria.
Depois ela subiu e me beijou. Senti meu próprio gosto na boca dela, e aquilo, em vez de me envergonhar, me deixou ainda mais acesa. Nos beijamos por alguns minutos, deitadas uma sobre a outra, até o celular dela tocar.
Era Júlia, perguntando se já tínhamos decidido o que vestir.
Clarisse olhou para mim e riu.
“Estamos ocupadas agora.”
Desligou antes que Júlia perguntasse qualquer coisa. Levantamos, demos outro beijo e finalmente trocamos de roupa. Antes de sair, Clarisse se aproximou e falou:
“Nunca esquece esse momento.”
Eu respondi:
“Você fez melhor que muitos homens. Como eu poderia esquecer?”
Ela me beijou de novo.
Quando chegamos ao bar combinado, Clarisse sentou na minha frente e não parava de olhar para mim. Aquilo me deixava inquieta. Conversamos com todo mundo, rimos, bebemos um pouco e nos divertimos. Mas eu só conseguia lembrar da cama, da boca dela e do jeito como ela tinha me feito gozar.
Clarisse estava de branco, com um vestido curto e decotado. Estava sem sutiã, e os bicos dos seios apareciam sob o tecido. Eu não conseguia parar de olhar. Queria beijá-la ali mesmo, queria chupar aqueles seios, queria voltar para o quarto e descobrir o que mais ela sabia fazer.
Em um momento mais escondido, puxei Clarisse para perto e a beijei longe dos olhares do grupo. Foi um beijo rápido, mas cheio de intenção. Depois me despedi, peguei o número dela e fui para casa ainda com o corpo quente.
Quando cheguei, liguei para ela. Disse que queria mandar fotos. A conversa ficou safada rápido. Fizemos carícias por mensagens, provocando uma à outra. Clarisse me mandou fotos nua, mostrando sua bunda grande, a pele bronzeada, a buceta linda, rosada e molhada. A cada foto, eu me masturbava pensando nela.
Passei a noite assim, lembrando da boca de Clarisse entre minhas pernas e imaginando quando teria aquilo de novo.
Foi minha primeira vez com uma mulher.
E, sem dúvida, foi inesquecível.

