Me chamo Luiza, tenho 20 anos, 1,52m, e posso dizer que sou diferente do que meus pais ou a sociedade esperam de alguém como eu. Gosto de festas, saio com minhas amigas e, no final do rolê, vou atrás do que quero. Nem sempre penso nas consequências.
Eu gosto dessa adrenalina. Ela me dá tesão. Não foi diferente numa noite em que subi o morro, em uma comunidade, para comprar maconha para mim e minhas amigas. Sim, mesmo com minha cara de loira princesinha, tenho minhas escolhas, meus vícios e meus perigos.
Fomos eu, minhas amigas e um amigo dirigindo. No carro, Íris dizia que eu sempre passava um pouco do limite. Ágatha brincava que, se tivesse alguém bonito por lá, eu acabaria ficando. Rimos disso, como se fosse só conversa. Mas, no fundo, elas sabiam que eu gostava daquele tipo de risco.
Quando chegamos, conversamos com um dos vendedores. Não tínhamos levado todo o dinheiro, e ele disse que poderíamos acertar depois, como algumas pessoas já faziam por ali. Fomos para uma varanda, ficamos olhando a cidade e fumamos, sentindo a noite correr de um jeito diferente.
Íris já estava de pegação com um cara quando o dono do lugar apareceu para cobrar. O clima ficou mais tenso. Nós tínhamos fumado cerca de setenta e cinco reais, e começamos a negociar. Eu tinha algum dinheiro, mas não tudo. Foi então que olhei para ele e percebi o tipo de homem que mexia comigo.
Moreno, magro, com brincos, colar, postura de quem mandava no lugar e aquele ar perigoso que eu sei que deveria evitar. Mas era justamente isso que me acendia. Eu gostava daquela sensação de estar perto de algo errado, de ser olhada daquele jeito, como se o perigo também me desejasse.
Minhas amigas ficaram nervosas, mas eu não. Pelo contrário. Senti o corpo responder antes mesmo de pensar direito. Falei baixo, quase brincando, que talvez a gente pudesse resolver a conta de outro jeito. Ele me encarou por alguns segundos, como se testasse se eu estava falando sério. Eu estava.
Por causa das meninas, precisava ser rápido. Aproximei-me dele e comecei a beijá-lo, sentindo a tensão da cozinha pequena ao redor. Ele colocou as mãos na minha cintura, depois subiu para meus seios. Eu deixei. Quando puxou minha blusa para cima, segurei seus braços por um instante, mais para provocar do que para impedir. Ele entendeu meu jogo e sorriu.
A mão dele levantou minha saia, e eu já estava molhada. Aquilo me irritava e me excitava ao mesmo tempo. Eu sabia que não devia gostar tanto daquele cenário, mas gostava. Gostava do risco, do cheiro da noite, da pressa, do olhar dele e da sensação de estar fazendo algo que ninguém esperaria de mim.
Ele me tocou por baixo da saia, e eu precisei morder os lábios para não gemer alto. Era tudo rápido, sujo, escondido, intenso. Uma parte de mim pensava nas minhas amigas do lado de fora. A outra só queria continuar.
Então peguei o pau dele e comecei a chupar.
Gosto disso. Gosto de lamber, de engasgar um pouco, de olhar para o rosto de um homem daquele tipo enquanto ele segura meus cabelos e sente minha boca. Eu chupava com vontade, querendo provocar, querendo mostrar que não estava ali por medo, mas porque aquilo mexia comigo de um jeito que eu mesma não sabia explicar.
Ele segurava meus cabelos, guiando o ritmo, mas eu também comandava a cena. Quando queria respirar, parava. Quando queria ir mais fundo, ia. Sentia meu corpo inteiro aceso, molhado, quase pingando de tanto tesão naquela cozinha abafada.
Eu estava ajoelhada, com os seios à mostra, sentindo a boca cheia e a cabeça girando. Ele gemia baixo, tentando se controlar. Eu queria que ele gozasse. Queria terminar aquilo ali, rápido, antes que a tensão virasse outra coisa. Mas também queria guardar aquela sensação absurda de perigo e desejo.
Quando ele gozou, eu engoli. Fiquei alguns segundos parada, respirando fundo, com o corpo ainda latejando. Depois me recompus, ajeitei a blusa, baixei a saia e voltei para perto das minhas amigas como se nada demais tivesse acontecido.
Rimos de nervoso, de alívio e de incredulidade. Elas estavam assustadas, e talvez tivessem razão. Eu, por outro lado, estava querendo mais. Não daquele homem necessariamente, nem daquele lugar, mas daquela sensação. A adrenalina, o proibido, o perigo misturado ao desejo.
Aquilo me confirmou uma coisa que eu já desconfiava: meu vício não era só festa, nem maconha, nem homem bonito. Meu vício era o risco. E, naquela noite, eu tinha provado mais uma dose dele.

