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Submissa aos seus olhos

Posted on 17 de setembro de 20256 de junho de 2026 By Desejos Intensos Nenhum comentário em Submissa aos seus olhos

Minha história com a submissão não começou em uma cena extrema. Começou nos detalhes, nas mensagens, nas pequenas ordens e naquela sensação estranha de perceber que eu gostava de ser conduzida. Eu tinha 24 anos quando conheci um homem que mudaria completamente a forma como eu via entrega, prazer e controle. Nossa conversa começou leve, quase comum, mas rapidamente tomou outro tom. Ele não pedia exatamente. Ele determinava com calma, e eu, sem perceber, já queria responder.

As primeiras instruções eram simples, mas carregadas de tensão. Ele queria fotos específicas, postura, olhar baixo, mãos em determinada posição, lingerie escolhida por ele. Eu obedecia com o coração disparado, sentindo um arrepio percorrer a coluna. Não era só mandar uma foto. Era o ritual de esperar a aprovação, de sentir que cada detalhe do meu corpo estava sendo observado por alguém que sabia exatamente como me provocar.

Com o tempo, as instruções ficaram mais complexas. Ele pedia que eu dormisse sem calcinha, que descrevesse minhas sensações ao longo do dia, que me controlasse mesmo sem ele estar por perto. A cada mensagem, meu corpo reagia. Minhas coxas se apertavam, meu ventre aquecia, e a ansiedade de obedecer corretamente me deixava exposta de um jeito que eu nunca tinha sentido. Era um jogo de poder e prazer, lento no começo, mas cada vez mais intenso.

À medida que as conversas se aprofundavam, também falávamos de limites. Isso foi o que me deu confiança. Eu contava o que me excitava, o que me assustava, o que eu tinha curiosidade de experimentar e o que não queria viver. Ele deixava claro que submissão não era falta de escolha, e sim uma escolha feita com consciência. Combinamos uma palavra de segurança e alguns sinais simples, principalmente porque ele gostava da ideia de venda nos olhos e de conduzir meu corpo sem que eu visse o próximo movimento.

Depois de algumas semanas, ele propôs o encontro. A pergunta veio direta, do jeito dele: se eu estava pronta para obedecer olhando nos olhos dele. Passei dias pensando naquela frase. Planejei a roupa, o perfume, a lingerie e até a forma como entraria no quarto. Não era apenas um encontro físico. Era como se cada detalhe fosse uma preparação para a entrega que eu dizia querer, mas que ainda precisava provar para mim mesma.

Marcamos em um hotel discreto, de luz baixa, cortinas pesadas e silêncio suficiente para cada respiração parecer mais alta. Eu fui com um vestido justo, que contornava minhas curvas, salto alto, cabelos soltos e um perfume doce. Por baixo, usava lingerie preta de renda, escolhida especialmente para aquela noite. Minha postura tentava ser firme, mas meu corpo tremia de expectativa. Quando ele entrou, alto, ombros largos, camisa social escura com mangas arregaçadas e olhar firme, senti que o jogo tinha começado antes mesmo do primeiro toque.

Ele me observou por alguns segundos sem dizer nada. Aquilo já bastou para me deixar pequena diante dele, não de um jeito ruim, mas de um jeito que me excitava. Depois segurou meu queixo, levantou meu rosto e perguntou se eu lembrava da palavra de segurança. Respondi que sim. Ele perguntou se eu ainda queria continuar. Respondi que queria. Só então mandou que eu fechasse os olhos.

A venda veio em seguida. O mundo desapareceu, e cada som ficou maior. Senti a coleira tocar meu pescoço, fria por um instante, depois ajustada com cuidado. Ele se aproximou do meu ouvido e disse, baixo, que naquela noite eu seria dele, desde que eu continuasse querendo ser. A frase me arrepiou inteira. Havia domínio na voz, mas também havia controle, atenção e uma segurança que me fazia querer obedecer.

Ele me despiu devagar, ainda de joelhos. Suas mãos passavam pelos meus cabelos, pelo meu rosto, pelos ombros e pelos seios, como se avaliasse cada reação minha. Eu estava nua, vendada, de coleira, com o corpo inteiro dependendo da voz dele para entender o que viria depois. Quando puxou a guia da coleira e me conduziu até a cama, senti vergonha e excitação ao mesmo tempo. Era humilhante no jogo, mas delicioso porque eu tinha escolhido estar ali.

Ele me posicionava como queria: de joelhos, de quatro, deitada com as pernas abertas, sentada sobre ele, às vezes apenas parada, esperando a próxima ordem. A espera era quase tão intensa quanto o toque. Eu não via nada, então minha mente tentava adivinhar cada movimento. Quando a mão dele vinha, meu corpo inteiro se antecipava. Quando ele demorava, eu sentia a ansiedade crescer entre as pernas.

Em determinado momento, mandou que eu deitasse no sofá e levantasse os braços. Algemou meus pulsos acima da cabeça, sem apertar demais, apenas o suficiente para eu sentir a contenção. Perguntou se estava confortável, e eu respondi que sim. Então começou a explorar minha buceta com os dedos, alternando pressão firme e movimentos lentos. Meu quadril se arqueava sozinho, e os gemidos escapavam mesmo quando eu tentava me controlar.

Depois me colocou de quatro e segurou minha cintura. Os tapas vieram firmes, ritmados, primeiro mais leves, depois mais sonoros conforme ele percebia minha reação. Minha bunda foi ficando quente, sensível, e cada impacto parecia me afundar mais naquele papel. Ele falava pouco, mas cada palavra pesava. Dizia que meu prazer estava sob o controle dele, que eu só gozaria quando ele permitisse, que eu deveria pedir direito se quisesse mais.

A humilhação vinha na medida que eu aceitava. Ele me chamava de submissa, de safada obediente, de mulher que precisava aprender a esperar. Eu gostava daquele tom. Não era uma agressão fora de controle. Era uma linguagem combinada, um jogo de poder que acendia meu corpo. Quanto mais ele me negava, mais eu queria. Quanto mais me mandava esperar, mais a vontade parecia tomar conta da minha cabeça.

Quando finalmente veio por trás e entrou em mim, eu já estava molhada demais. Ele começou firme, segurando minha cintura, ainda me lembrando de respirar. Eu gemia, vendada e presa, sentindo que não era só meu corpo sendo tomado. Era minha mente também. Cada estocada, cada tapa, cada puxão na guia da coleira me colocava mais fundo naquela sensação de pertencer, mesmo sabendo que bastava uma palavra para tudo parar.

Depois, ele me fez ficar de joelhos diante dele. Segurou meus cabelos e guiou minha boca até o pau. A condução era firme, mas atenta. Quando ficava intenso demais, eu usava o sinal combinado, e ele diminuía. Eu chupava do jeito que ele mandava, alternando língua, boca e mão, sentindo a autoridade dele no ritmo da minha cabeça. Aquilo me deixava em um estado estranho, entre vergonha e fome, entre obediência e vontade própria.

Em seguida, ele introduziu o plug com calma. Eu já sabia que isso poderia acontecer, porque tínhamos conversado antes. Ainda assim, sentir o brinquedo entrando enquanto eu estava vendada, de joelhos e sendo observada por ele me deixou completamente acesa. Ele voltou a me deitar, depois me colocou de quatro, brincando com a sensação do plug enquanto me tocava. Eu sentia cada estímulo multiplicado pela venda, pela expectativa e pela impossibilidade de saber o que viria.

Quando ele voltou a me penetrar, eu estava no limite. Ele me provocava, negava meu orgasmo, depois me dava pequenos alívios, sempre controlando o ritmo. Minha mente parecia se dissolver em entrega. Eu não pensava em nada fora daquele quarto. Só existiam a voz dele, o toque, a coleira, as algemas, a venda e a vontade desesperada de obedecer até receber permissão.

Quando finalmente mandou que eu gozasse, meu corpo não conseguiu conter a intensidade. A onda veio forte, tremendo minhas pernas, arrancando gemidos que eu nem tentei esconder. Foi como se cada comando anterior tivesse sido uma preparação para aquele momento. Eu gozei sentindo que tudo em mim respondia a ele, não por obrigação, mas por desejo. Aquela era a parte mais profunda da submissão para mim: entregar porque eu queria entregar.

Depois ele me colocou de joelhos outra vez e mandou que eu o chupasse olhando para ele. Tirou a venda apenas nesse momento. Meus olhos demoraram a se acostumar com a luz, mas encontrei o rosto dele, firme, satisfeito, completamente focado em mim. Chupei como ele queria, sentindo a mão em meus cabelos. Quando gozou na minha boca, ele segurou meu rosto e disse que aquela era a marca da nossa cena, da confiança e da entrega que eu tinha dado a ele naquela noite.

Quando o jogo terminou, veio a parte que tornou tudo ainda mais intenso para mim: o cuidado. Ele tirou as algemas devagar, soltou a coleira, beijou meus pulsos e perguntou como eu estava. Eu estava mole, sensível, meio fora do mundo. Ele me envolveu nos braços com uma delicadeza que contrastava com toda a firmeza de antes. Conduziu-me até o banho, e a água morna foi lavando meu corpo marcado, minha pele quente e a tensão que ainda restava.

No banho, ele não era mais apenas o dominante. Era o homem que cuidava da mulher que tinha se entregado a ele. Lavou meu corpo com calma, acariciou minhas costas, perguntou se algo doía demais, se alguma coisa tinha passado do ponto. Conversamos, rimos de alguns detalhes, ficamos em silêncio em outros momentos. O abraço dele depois foi longo, seguro, quase romântico.

Foi nesse equilíbrio entre intensidade e cuidado que entendi a beleza daquela vivência. A submissão, para mim, não foi desaparecer nem perder minha vontade. Foi encontrar prazer em confiar, em aceitar ser guiada, em sentir que meu corpo podia ir mais fundo quando minha mente também aceitava a entrega. Cada toque pareceu maior, cada palavra teve mais peso, e até o simples ato de esperar a próxima ordem virou parte do prazer.

Naquela noite, entendi que submissão não é se perder. É se encontrar em um lugar de entrega consciente, onde desejo, limite e confiança caminham juntos. Quando corpo e mente se rendem ao mesmo tempo, o prazer alcança uma profundidade que eu jamais tinha sentido antes.

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